terça-feira, 22 de maio de 2012

Manchetes de jornal redundantemente pleonásticas


(No tempo da linotipia, já estariam prontas)

1.      Salvador (BA) amanheceu em festa.
2.      A nova Miss Brasil é gaúcha.
3.      Torcedor argentino considera Maradona melhor do que Pelé.
4.      Trânsito em São Paulo deixa paulista estressado.
5.      Corintiano sofre até o fim para ver seu time ganhar.
6.      Jogador carioca confessa que gosta mesmo é de praia e churrasco na laje.
7.      Espanhol se diz contrário ao regime político.
8.      O chefe de cozinha era francês.
9.      Palmeirense afirma que sua cor preferida é o verde.
10.  Portela prepara uma surpresa com a águia no abre-alas.

sábado, 19 de maio de 2012

O GPS (Fato verídico)



Minha filha tem uma cadelinha lhasa apso de nome Clarinha.
A danada é hiperativa e gostava de subir no sofá, assento e em cima do encosto,  qual equilibrista em arame de circo.
Em uma dessas “traquinagens” ela caiu estatelando-se ao chão e com isso lesando a patela.
Levamos ao veterinário, que recomendou cirurgia.
Eu achava que uma tala era suficiente, mas quem sou eu para discutir com um doutor?
O estado pós-operatório não foi feliz. Ela contraiu meningite e teve convulsões.
Esteve à beira da morte, a bichinha.
Levamos a um afamado neurologista veterinário em São Paulo e ele solicitou uns exames de ultrassom.
Marcada a consulta para a realização dos exames, ficamos sabendo que o local era no bairro Aeroporto, junto à Avenida dos Bandeirantes, área de intenso trânsito de veículos. E qual região de Sampa não é?
Ajustei o GPS para nos guiar até a clínica e durante o trajeto pela Via Anchieta, o aparelho só deu vexame... –“Vire à esquerda” (imagine se em uma rodovia estadual, algum veículo pode dobrar à esquerda!).
Afinal chegamos ao laboratório e no saguão durante a espera para sermos atendidos, tentei fazer o “treco” funcionar; e já estava desistindo, quando fomos chamados para o tal exame, dois pavimentos acima do que estávamos.
Adentramos a sala do ultrassom. 
A médica preparou a máquina para o exame e quando ela posicionou a cabecinha da cachorra para monitorar, ouviu-se nitidamente uma voz feminina: - “Vire ligeiramente à direita”. 
Com o susto, a profissional olhou para nós sem saber o que estava acontecendo e caímos na gargalhada. 
No final da sessão de exames, a doutora rascunhou nosso caminho de volta em um papel e o GPS nunca mais funcionou. 
Passaram-se dois anos e a Clarinha, que estava com expectativa de 6 meses de vida, está cada dia melhor. Graças a Deus.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

FELIZ DIA DAS MÃES!





Mães do Céu e da Terra, em especial à Mãe Natureza: Nós humanos, que sempre vos decepcionamos, pedimos:
Dê-nos vossa benção, mamães...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vasp arremeteu e um piloto arrematou


A Vasp não existe mais. As últimas aeronaves estacionadas em Congonhas foram sucateadas. Mas um exemplar adquirido em leilão foi transportado para Araraquara (interior de SP), graças ao empenho de um ex-comandante de voos executivos.
A nota dos principais veículos de comunicação serve para nos provar que  sempre aparece alguém interessado em ajudar a preservar a memória tão carente de nosso país.
Assim seja.

domingo, 6 de maio de 2012

Pampa e Circunstância


1 - Súplica à Natureza Porto-alegrense

Minuano: leva a ela meu recado num sussurro;
Confidencia à minha querida amiga a dor de sua ausência...

Guaíba: conduz minhas lágrimas através de tua correnteza;
Mistura em tuas águas o gosto salobro de um pranto...

Tristeza: transmita à amada prenda, meu pesar e solidão.
Conte a ela minha angústia e desolação.

Laçador: derruba com tua boleadeira a distância que isola minha amada;
Traga de volta a querência perdida.

Parque Harmonia: Reconduza a mim, a alegria pueril de teus visitantes;
Que tua telúrica cultura tradicionalista lhe inspire o amor.

Casa de Cultura: acolhe meu clamor ao estilo humorado de Mário Quintana.
Que eu seja o “passarinho”, sem que ela ouse “passar”.

Menino Deus: Que Lupicínio seja lembrado por “Esses moços”, com "Nervos de aço”. “Mas quem há de dizer” que sentirei “Remorso”?

E por fim:

Veríssimo: Que eu possua “Um lugar ao sol”, por tantos “Caminhos cruzados”...
“O tempo e o vento” serão testemunhas. “O resto é silêncio”.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Grito


Cerca de 230 milhões de reais por um quadro. Por um grito!
Fico imaginando quando custa um grito...
O grito de quem tem fome, o grito dos excluídos socialmente.
O grito de quem fica deitado no chão frio dos hospitais a espera de um atendimento; que “quadro” seria esse?
Imagino quanto vale o grito dos indígenas brasileiros despojados de suas terras.
Quanto custa o grito dos “beneficiários” clamando há anos por uma revisão previdenciária?
O grito de garganta seca dos flagelados do nordeste?
O grito afogado dos ribeirinhos da Amazônia?
O Grito da região serrana do Estado do Rio de Janeiro?
O grito intoxicado das margens do Tietê?
E o grito dos desempregados? Das crianças e idosos abandonados? Dos injustiçados?  Dos menores dependentes de droga? E o grito sufocado pelas lágrimas de suas mães... Quanto vale?
O grito de uma vítima de bala perdida, de um assalto? Quanto custa à sociedade e ao governo?
E o grito dos que foram ludibriados por propaganda enganosa, a exemplo da “lâmpada econômica” de marca tradicional, que na embalagem garante 8 anos e que não dura nem 8 semanas?
Quantas carinhas felizes, faríamos com esses 230 milhões...
Gritos? Sim! Mas de alegria.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A resistência à cultura e ao saber.


No tempo da minha mãe, (década de 30) aprendia-se a ler e escrever corretamente, através dos recursos: Lousinha de pedra, caneta com pena e... Palmatória. 
Para quem não sabe: esta última ferramenta de educação consistia em uma espécie de raquete com furos, que aplicada com força na palma da mão do estudante omisso era um forte argumento na disciplina dos colegiais. 
A lendária Professora Revocata, do Rio Grande do Sul, fazia uso constante dessa férula; e mesmo assim foi evocada em prosa e em verso atravessando décadas. 
E minha mãe tinha medo de ir à escola. 
No meu tempo, (década de 50) já não existiam palmatórias, mas sim réguas e ponteiras em madeira maciça, que quando não apontavam as palavras ou números no quadro negro, eram desferidos nas cabeças dos que não conseguiam ler aquelas palavras ou números. 
Muitos desses objetos de tortura foram quebrados na minha cabeça. Muitos pescoções, puxões de orelha e joelhos beijando o chão cobertos com milho. 
E eu tinha medo de ir à escola. 
Mais tarde, no ginasial, aula de Latim: quem não sabia declinar as palavras no nominativo, genitivo, dativo, acusativo, vocativo e ablativo, tinha como dever de casa escrever 100 vezes a tal declinação, senão era zero na nota. 
Até hoje eu não sei de cor o nome das seis esposas do Rei Henrique VIII da Inglaterra. Isso me custou uma reprovação em História. E como me fez falta não saber o nome das cortesãs do reino britânico! 
E assim eu tinha medo de ir à escola. 
Hoje, na era dos celulares, da internet e dos tablets (as lousinhas do século XXI) fiquei sabendo que um aluno do curso noturno do ensino médio abordou a professora com as provas corrigidas dirigindo-se à sala de aula e ao certificar-se de que a mesma reparou no calibre 38 preso em sua cintura perguntou: - Qual foi minha nota mesmo, “fessora”? 
Também li a respeito de frases publicadas nas redes sociais ameaçando professores. E eles (os professores) têm medo de ir à escola... 
Há séculos que a relação docente aluno é deturpada. O aluno é um buscador do saber; e o educador é quem ilumina seus caminhos. O lente assume o papel de encaminhar o pupilo... Para a vida. Mas é preciso entender que não dá mais para ensinar como em um quartel. Por que os universitários, que já são adultos feitos preferem jogar baralho e tomar chope ao invés de sentar-se disciplinadamente na carteira escolar? 
Há uma série de coisas envolvidas: O salário, o domínio da matéria, a didática. Tudo isso necessita reestruturação e com urgência! O professor é cada vez mais desvalorizado. E é uma inevitável vítima da síndrome de Burnout. 
Não podemos cruzar os braços diante de um problema que nos coloca entre os piores do mundo no quesito educação. 
Os pais dizem que o problema é dos professores. Os professores declaram que o problema e da educação no lar. E os alunos se queixam de ambos: Pais e educadores. 
E todos em uníssono: A culpa é do governo! 
Vamos apenas concordar com isso e deixar acontecer?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Millôr, o insubstituível

Não satisfeito em suprimir o maior gênio do humor verde e amarelo, o plano superior abduziu (sem retorno) o maior intelectual da história deste país.
Talvez o último.
Vão Gogo: o pano desceu rápido demais para você.
Só nos resta aplaudir e lamentar.

sábado, 24 de março de 2012

Brasil perde uma aldeia de comediantes



Chico City está de luto. A terra do humor está de luto.
O Ceará, celeiro dos mais notáveis comediantes do mundo, perde o mais precioso de todos: Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.
“Humor é a descontração do cérebro” - Disse Chico uma vez.
Anysio não era apenas o compositor, escritor, artista plástico, comentarista esportivo e cantor. Era um ator representando 210 personagens (incluindo ele mesmo – como um dos pioneiros do stand-up comedy no país).
O plano superior acaba de receber o pai do humor. Chico: Nunca poderíamos imaginar que ficaríamos sérios diante de uma cena tua... Sérios e muito tristes.
Inaugura tua escolinha aí em cima, mestre da alegria!
Junte-se aos seus geniais "alunos", como Grande Otelo, Zilda Cardoso, Zezé  Macedo, Ivon Curi, Olney Cazarré, Antônio Carlos Pires, Brandão Filho, Francisco Milani, Costinha, Rony Cócegas, Walter d'Ávila, Rogério Cardoso, Mário Tupinambá, Nélia Paula, Nádia Maria, Lupe Gigliotti, Luiz Delfino, ao lado de outros que se foram recentemente, como Marcos Plonka e José Vasconcelos.

E que o salário do Professor Raimundo Nonato finalmente compense.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Quem nunca corrompeu que atire a primeira propina!

Parte II

As notícias mais chocantes das últimas horas falam de licitações fraudulentas em órgãos de saúde pública no Rio. Chocantes para quem?
Qual é a novidade?
Creio que algum elo dessa corrente deve ter se rompido e o que era óbvio explodiu como notícia bombástica.
É que agora há microcâmeras de TV que possibilitam a documentação de provas incontestáveis.
O interessante mesmo é constatar que essa prática de suborno aos funcionários públicos é tão comum, que é interpretada como coisa normal e negociada de maneira escancarada pelas partes: corrupto e corruptor.
E pasmem: foi citada a frase “é a ética do mercado”.
Aquela figurinha, que ria e debochava do pseudo funcionário público (um repórter em busca de provas), não tem a menor ideia da dimensão da palavra ÉTICA e muito menos do seu significado em nível de funcionalismo público.
É assim em nosso país. Há tanta corrupção que até já se criou um código de ética para fraudes... Vejam só.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Adriano é massa!

Motivação é tudo. 
Se o Rodrigo Santoro emagreceu 12 Kg para viver a história do seu personagem, o famigerado jogador Heleno de Freitas, por que o Adriano não segue o exemplo, perdendo ao menos 4 kg, para viver gloriosamente sua própria história?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Falha Técnica ou Humana?

É comum ler ou ouvir nos jornais a expressão: - "Ainda não se sabe se foi uma falha mecânica ou humana".

O que vem a ser falha técnica/mecânica?

No meu entender é uma falha causada pelo comportamento de uma peça, dispositivo, máquina, sistema ou processo, contrário às conformidades especificadas em normas, diretrizes ou procedimentos.
Quem estabelece os procedimentos, requisitos ou especificações? Quem padroniza as conformidades? Quem constrói a máquina? Quem repara, substitui ou regula as peças ou dispositivos? Quem aplica os ensaios ou inspeções? O ser humano.
Não existe falha técnica. Toda falha é humana...
Em qualquer catástrofe, acidente ou calamidade, sempre haverá falha humana.
A falha técnica é acima de tudo: uma falha humana.

- "Foi atingido por um raio!" - É falha humana porque não previu um pára-raios adequado.
- "Ocorreu uma turbulência inesperada!" - É falha humana, por não desenvolver uma aeronave que suportasse qualquer cataclismo natural.
- “Houve um terremoto!” - É falha humana porque não projetou a obra à prova de abalos sísmicos.
- “Faltou combustível”– É falha humana, porque não calculou a quantidade ideal para dar uma confiável autonomia veicular.
- “Estiagem prolongada!”– É falha humana, por não projetar um sistema eficiente de irrigação.
- “Inundação por temporal!”– É falha humana por não construir barragem ou sistema de escoamento da chuva.
- “Desmoronamento!” – É falha humana por falta de muro de arrimo...


Sempre haverá uma falha humana, porque em sua escalada evolutiva, o ser humano estará sempre passível à falhas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Quanto mais se padroniza, mais se diversifica...



Sabe esse novo conjunto: tomada+plugue padronizados?
Não vamos entrar no mérito; em se padronizar um sistema, que só é padrão no Brasil.
Pois é... Não iremos discutir custos, inviabilidades, necessidade de adaptação, etc..
Quando eu precisei comprar um adaptador desses de tomada americana para um mini cruzeiro marítimo, o balconista não sabia direito o que me oferecer. Aí o dono da loja, estressadinho, percebendo que o vendedor estava confuso, disparou: - "Pede para o cliente trazer a tomada aqui". Então eu perguntei a ele, se a loja possuía atracadouro, cais ou talvez pier, pois o comandante do navio, sendo meu “truta”, poderia navegar de Santos até São Bernardo do Campo, (água é que não falta com as enchentes do inicio do ano) – somente para que eu pudesse mostrar a tomada para ele.
Creio até que aquele capitão italiano tencionava fazer algo parecido... Afinal ele queria favorecer a um amigão de uma ilha do Mediterrâneo.
Acabei comprando um adaptador que (me informaram) servia em qualquer tomada do mundo. Só que eles se esqueceram de me dizer que os pinos desse adaptador tinham que ser chatos, como os orifícios das tomadas do navio. Ou seja: qualquer plugue poderia ser introduzido no recém-adquirido adaptador, mas ele só poderia ser introduzido em tomada de pinos redondos. Nenhuma tomada na cabine da embarcação tinha orifícios redondos.
Então... Como de costume apelei para o velho jeitinho “MacGyver” tupiniquim, também chamado de plano “G”: Utilizei-me de meus amplos conhecimentos em Engenharia Adaptativa: mais conhecida popularmente como “gambiarra”. E não é que funcionou?

Prezado leitor: Não tente fazer isso em casa, muito menos em um camarote de cruzeiro. Compre o adaptador certo e "Vada a bordo, ¢@+$$o!".

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tragédia

- E a prefeitura não toma providências?
- Claro que sim! Decreta luto oficial por 3 dias...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Antes que acabe o ano


Desenvolvida é a nação cujos 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário possuem mais credibilidade do que qualquer outra instituição de natureza pública ou privada.
(Dilson Nunes)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Os macacos do Juqueri (parodiando a fábula)

Crônica de um verão brasileiro

Há muito tempo... Antes da chegada do ser humano civilizado, uma vasta região era habitada por macacos.
Eles eram muito felizes e faziam casas próximas a um enorme lago denominado Cantareira (pote d’água em tupi-guarani) e a um rio, sendo a primeira denominação da localidade, cuja expressão em português significa “terra bonita”.
Uma vez caiu uma tempestade muito forte e a inundação do lago acabou destruindo as habitações dos macaquinhos.
Em meio ao temporal, o macaco chefe reuniu os demais e garantiu em um bom gerundismo: “Assim que passar a tempestade, estarei providenciando a solução deste problema!”. E não era promessa de campanha.
Um jovem macaquinho ouvia tudo atentamente.
Dias depois, o sol voltava a brilhar na região. As águas haviam baixado.
Percebendo que nada acontecia e ninguém se mexia, o macaquinho enxerido corre atrás do macacão chefe e puxa a fralda da camisa dele, insistentemente.
Ao virar-se para saber quem o interpelava, o chefe exclamou:
– Que deseja, meu filho?
– Só queria lembrar ao senhor da sua promessa na noite da enxurrada...
– O que foi mesmo que eu prometi?
– Vossa Excelência prometeu resolver o problema das inundações!
– Ora, meu jovem... Para que gastar o erário agora? Já não chove mais!
O macaquinho então se afastou e permaneceu aguardando a próxima calamidade.

Dilson Nunes

domingo, 3 de outubro de 2010

"Nós" nas urnas (elaborado em outubro de 2006)

Foi-se o tempo em que se votava com cédula. Não me refiro à cédula eleitoral, aquela que ainda hoje existe para ser usada pelos eleitores das pequenas cidades, não. Estou me referindo aos panfletos com o nome do candidato a deputado estadual ou federal, que a gente colocava em um envelope oficial e colava antes de depositar na urna eleitoral; (e dizer que na época, analfabeto não podia votar...). – Já dá para imaginar como era demorado esse processo, não? Mesmo assim, nunca enfrentei fila par votar. Era muito rápido o ato de cumprir com o dever democrático, apesar do absurdo método. Agora, nem queira saber como era o processo de apuração... Pobres escrutinadores! Sei que tem cérebros que já pensaram até no voto por código de barras ou com scanner reconhecedor de caracteres: O eleitor chegaria com sua “cola” ou lista de candidatos, na ordem que a urna eletrônica pediria e só passaria a caneta ótica ou o scanner e pronto! Dever cumprido. Praia pra que te quero! Mas na prática não confirmou a teoria... Filas imensas mostraram que o processo não é tão ágil assim. Parece que só melhorou no que diz respeito ao tempo de apuração dos resultados... O processo eletrônico das últimas eleições fez muita gente se atrasar e até deixou muito eleitor do lado de fora do prédio eleitoral, como foi o caso daquele velhinho, que desesperado, queria votar no seu candidato a presidente, insistindo para ser recebido em uma das seções e portando entre suas mãos trêmulas, um papel amarelo e roto, o qual com muito custo, desdobrou e onde podia ser lido com certa dificuldade, um nome: Getúlio Vargas.
(Baseado em relato verídico)