Cerca de
230 milhões de reais por um quadro. Por um grito!
Fico
imaginando quando custa um grito...
O grito
de quem tem fome, o grito dos excluídos socialmente.
O grito
de quem fica deitado no chão frio dos hospitais a espera de um atendimento; que
“quadro” seria esse?
Imagino
quanto vale o grito dos indígenas brasileiros despojados de suas terras.
Quanto
custa o grito dos “beneficiários” clamando há anos por uma revisão
previdenciária?
O grito
de garganta seca dos flagelados do nordeste?
O grito
afogado dos ribeirinhos da Amazônia?
O Grito
da região serrana do Estado do Rio de Janeiro?
O grito
intoxicado das margens do Tietê?
E o grito
dos desempregados? Das crianças e idosos abandonados? Dos injustiçados? Dos menores dependentes de droga? E o grito
sufocado pelas lágrimas de suas mães... Quanto vale?
O grito
de uma vítima de bala perdida, de um assalto? Quanto custa à sociedade e ao
governo?
E o grito
dos que foram ludibriados por propaganda enganosa, a exemplo da “lâmpada
econômica” de marca tradicional, que na embalagem garante 8 anos e que não dura
nem 8 semanas?
Quantas
carinhas felizes, faríamos com esses 230 milhões...
Gritos? Sim!
Mas de alegria.

Tens razão. O problema é que somos silenciosos demais...
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